Acesso vascular para hemodiálise: qual a melhor opção?

Hemodiálise é um procedimento em que uma máquina limpa e filtra o sangue, fazendo parte do trabalho que um rim doente não pode fazer. Nesse processo, são liberados do corpo resíduos prejudiciais à saúde e faz-se um controle da pressão arterial e a manutenção do equilíbrio de substâncias como sódio, potássio, ureia e creatinina. Vamos saber mais sobre o procedimento e conhecer sua relação com a cirurgia vascular.


Como funciona a hemodiálise

As sessões de hemodiálise são realizadas geralmente em clínicas especializadas ou hospitais e são indicadas para pacientes com insuficiência renal aguda ou crônica graves. Uma vez iniciado o tratamento, em geral, será necessário fazer hemodiálise para o resto da vida.


No procedimento, a máquina recebe o sangue do paciente por um acesso vascular e, com a ajuda de uma bomba, leva até o filtro de diálise (dialisador). No dialisador, o sangue é exposto à solução de diálise (dialisato) através de uma membrana semipermeável que remove o líquido e as toxinas em excesso e devolve o sangue limpo para o paciente.


A volta desse sangue filtrado também acontece pelo acesso vascular, que pode ser uma fístula arteriovenosa ou um cateter. A seguir, conheça as diferenças entre os acessos e entenda qual delas pode ser a melhor opção.



Fístula arteriovenosa tem menos risco

Pode ser feita com as próprias veias do paciente ou com materiais sintéticos. Para isso, é preciso uma pequena cirurgia no braço ou na perna.


Nesse procedimento, é realizada uma ligação entre uma pequena artéria e uma pequena veia, com a intenção de tornar a veia mais grossa e resistente. Assim, as punções com as agulhas de hemodiálise podem ocorrer sem complicações.


A cirurgia é feita por um cirurgião vascular e com anestesia local. O ideal é que a fístula seja feita de preferência de 2 a 3 meses antes de se começar a fazer hemodiálise. Geralmente, esse é o tempo necessário para que ela se desenvolva até um tamanho que permita a introdução das agulhas e providencie um volume suficiente para suportar um fluxo de sangue adequado para a hemodiálise.


Segundo dados do NKF-K/DOQI2, pelo menos 50% dos pacientes em hemodiálise deveriam utilizar uma fístula arteriovenosa (FAV) porque os riscos de complicações como infecções, estenoses e tromboses são bem mais baixos em comparação com a inserção de cateter.


Como a FAV fica dentro do corpo, a própria pele funciona como uma barreira que impede a entrada de bactérias no organismo. Além disso, tem como vantagens uma grande capacidade de cicatrização dos locais de punção, trombose baixa, índices de infecção baixos e menos restrição de atividades para o paciente.



Cateter é opção para quem não tem fístula

Quando não é possível fazer a ligação entre uma artéria e uma veia e, assim, criar a fístula arteriovenosa, a inserção de um cateter é opção para a realização da hemodiálise.


Nesse caso, um tubo é colocado em uma veia no pescoço, tórax ou virilha do paciente para que o sangue possa ser levado até a máquina. Para isso, é usada anestesia local.


Vale dizer que a inserção de cateter é uma opção geralmente temporária e envolve alguns problemas na sua utilização. Só para ter ideia, as maiores taxas de infecção, internação

e morbimortalidade dos pacientes que fazem hemodiálise estão relacionadas ao cateter.


Problemas como obstrução e infecção muitas vezes obriga a retirada do cateter e pede a implantação de um novo para que as sessões de hemodiálise continuem. E isso pode ser um grande incômodo para o paciente, o que torna o acesso por fístula arteriovenosa a melhor opção, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia.


Agende uma consulta de avaliação, caso você precise fazer hemodiálise. Para saber mais sobre saúde vascular, navegue pelo meu blog.

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