Conheça os diferentes tipos de hemangioma

Quando se fala em hemangioma, estamos nos referindo a lesões tumorais de origem vascular que são bastante comuns na infância e afetam mais o sexo feminino. Cabeça, tronco, extremidades, pescoço e genitais são os locais em que essa angiodisplasia acontece com mais frequência. Em 85% dos casos, as lesões desaparecem espontaneamente, mas a avaliação médica é indispensável. Até porque, existem diferentes tipos de hemangioma. Vamos conhecer os principais.


Hemangioma plano superficial e profundo

A principal característica desse tipo de hemangioma são marcas que lembram manchas de vinho do porto. Elas estão presentes desde ao nascimento e persistem durante toda a vida, ou seja, não involuem, não desaparecem naturalmente.


Nos primeiros dez anos de vida, essas manchas variam da cor rosa a vinho, sendo que as superficiais são mais claras e as profundas, mais escuras. Podem estar localizadas ou espalhadas pelo corpo. Também podem ser únicas ou múltiplas. Na segunda década de vida, surgem nódulos em 1/3 dos casos.


Quem faz o diagnóstico desse tipo de mancha é o angiologista e o tratamento pode ser feito com laser ou cirurgia. Mas vale dizer que o tratamento cirúrgico só acontece quando as manchas se transformaram em nódulos em pálpebras, lábios, orelhas e nariz.



Hemangioma fragiforme e tuberoso

Esse hemangioma é o mais comum na infância. Em 85% dos casos, as lesões são únicas e superficiais e não estão presentes no nascimento. Elas surgem com o tempo, parecendo uma picada de pernilongo, e normalmente (80% das vezes) aparecem na região da cabeça. Esse tipo de hemangioma também costuma sangrar.


A fase em que a mancha tem proliferação intensa dura entre seis e oito meses. Durante o primeiro mês, ela evolui para a forma de tumor, com áreas protuberantes, consistência firme e brilhante, podendo ocorrer feridas e sangramentos, que podem infectar. A partir de um ano de idade, esse hemangioma começa a diminuir, chegando a desaparecer completamente por volta dos oito anos de idade. É um processo lento, que deve ser acompanhado pelo médico.


Em situações em que o hemangioma atinge diâmetro maior do que 5cm ou dependendo da região em que está localizado, há risco de complicações. Portanto, é preciso uma intervenção médica logo na sua fase evolutiva.  Nesse caso, pode-se recorrer ao uso de medicamentos e/ou cirurgia vascular.



Hemangioma cavernoso

Nesse caso, as lesões estão presentes desde o nascimento, mas quando são profundas e não atingem a pele, podem passar despercebidas até a idade adulta. Nesse tipo de hemangioma, as anomalias acontecem por conta de defeitos na formação do tecido vascular, vão crescendo de forma proporcional ao crescimento da criança e nunca regridem.


A aparência desse hemangioma pode ser comparada à de uma framboesa e o tamanho pode variar de algo microscópico até uma lesão com alguns centímetros de diâmetro. Dependendo do local em que aparecem, podem causar desde dores de cabeça frequentes e convulsões até sintomas de acidente vascular cerebral e hemorragias.


Como o hemangioma cavernoso pode comprometer pele, subcutâneo, mucosa e estruturas profundas como músculos, ossos e vísceras, é necessária uma avaliação clínica criteriosa e, com frequência, precisam ser tratados com cirurgia vascular.


No meu perfil no Linkedin, escrevi um artigo sobre um outro tipo de angiodisplasia, que são os linfangiomas: tumores decorrentes de alterações na formação do tecido linfático. Clique aqui para saber mais.


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