Riscos para trombose venosa: você sabe quais são eles?

Cerca de 180 mil novos casos de trombose venosa surgem no Brasil a cada ano, de acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Por definição, o problema ocorre pela presença de um coágulo dentro de uma veia. Apesar de o organismo possuir mecanismos para dissolver naturalmente um coágulo sanguíneo, isso muitas vezes não acontece.


A seguir, vamos entender os principais motivos disso e como acontece a trombose venosa.




Conhecer os riscos para trombose é importante para a prevenção

A trombose venosa pode ser superficial, quando o coágulo está em uma veia embaixo da pele, ou profunda, quando está no meio dos músculos das pernas ou no abdômen. Em 90% dos casos, o coágulo se forma nos membros inferiores, mas isso pode ocorrer em outras áreas do corpo.


Lesão da parede interna da veia, dificuldade do sangue circular e o aumento da viscosidade sanguínea podem ser causas que levam à formação de um coágulo. No entanto, vários fatores de risco podem estar envolvidos para que essas alterações ocorram e a trombose venosa tenha mais chance de acontecer.

Vamos saber mais sobre eles:


Idade

A maioria dos casos de trombose venosa acontece com pessoas acima de 40 anos. A partir dos 60 anos, esse risco aumenta ainda mais, e a mobilidade reduzida tem muito a ver com essa tendência.


História prévia de trombose venosa

Há um risco 8 vezes maior nos indivíduos que já apresentaram o problema em relação aos que nunca sofreram com isso quando colocados em alguma condição de risco (como no caso de uma cirurgia, por exemplo).


História familiar de trombose venosa

A genética é um importante fator de risco para o desenvolvimento de trombose venosa no decorrer da vida de uma pessoa. Vale saber que a probabilidade é aumentada quanto maior o número de familiares com história positiva para o problema.


Presença de varizes nos membros inferiores

De forma isolada, esse fator é considerado de baixo risco para o desenvolvimento de trombose venosa, mas, se for associado a outros aspectos clínicos ou de estilo de vida, pode aumentar as chances de o problema se instalar. O tratamento das varizes pode ser uma forma de prevenção da trombose venosa.


Obesidade

Há evidências de um risco aumentado do desenvolvimento de trombose venosa em pessoas com índice de massa corpórea (IMC) maior que 30kg/m2, circunferência abdominal maior que 102cm nos homens e 88cm nas mulheres, sempre quando associado a um outro fator de risco.


Uso de hormônios e gravidez

A chance de ocorrer uma trombose venosa é 4 vezes maior em mulheres que usam estrógeno de baixa dose de terceira geração, 3 vezes maior nas que usam estrógeno de baixa dose de segunda geração e de 2 a 4 vezes maior naquelas que fazem reposição desse hormônio. Ainda que seja baixo, o risco é aumentado principalmente no primeiro ano do início da medicação e pode ser potencializado diante de outras condições. Na gravidez, o risco é maior no terceiro trimestre e principalmente no período de 40 dias depois do parto.


Condições cirúrgicas

Pacientes que serão submetidos a cirurgias de prótese total de quadril, correção de fratura de fêmur, prótese total de joelho, cirurgias relacionadas a câncer abdominais, pélvicas e torácicas têm risco aumentado para o desenvolvimento de trombose venosa mesmo após a alta hospitalar. E atenção: o risco pode permanecer meses após a cirurgia, por isso, o acompanhamento médico é essencial.


Condições clínicas

Infarto do coração, insuficiência cardíaca, doença pulmonar obstrutiva crônica, pneumonia, acidente vascular cerebral, internações em unidade de terapia intensiva e presença de cateteres venosos centrais são condições que aumentam o risco de trombose venosa.


Câncer e quimioterapia

O desenvolvimento da trombose venosa está mais frequentemente relacionado a cânceres de mama, cérebro, pulmão, pâncreas e intestino.


Viagens prolongadas

O aumento da incidência do problema ocorre em viagens acima de 5, 10 e 12 horas. Mas vale dizer que a maioria dos pacientes com o diagnóstico de trombose venosa estava diante de outros fatores de risco.


Tabagismo

As substâncias tóxicas presentes nos cigarros (inclusive nos eletrônicos) danificam as paredes dos vasos, favorecendo a formação de coágulos e, consequentemente, de ocorrer uma trombose venosa.


Ausência de sintomas pode dificultar o diagnóstico

A maioria dos casos não apresenta sintomas na sua fase inicial, mas como os locais mais frequentes de trombose venosa são as pernas, vale ter atenção a inchaço, dor muscular, musculatura endurecida, diferença de volume de uma perna em relação à outra, pé um pouco arroxeado e, às vezes, perna mais quente.


Quando há suspeita do problema, há a necessidade da realização de exames complementares para a confirmação do diagnóstico. Mas isso precisa ser feito o quanto antes, para evitar o risco de uma embolia pulmonar.


Para isso, geralmente é prescrita uma medicação anticoagulante, que é aquela que “afina” o sangue, dificultando a formação do coágulo. Mas existem outros métodos de tratamento recomendados em situações específicas. Por isso, a avaliação de um angiologista ou cirurgião vascular é indispensável.


Lembrando que, na maioria dos casos, a trombose venosa é tratada por 3 a 6 meses. Para pacientes que tiveram o problema mais de uma vez, o tratamento deve ser mais prolongado e pode ser para toda a vida.


Agende uma consulta de avaliação, caso você se identifique com os fatores de risco para trombose venosa. Para saber mais sobre saúde vascular, navegue pelo meu blog.

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