Aneurisma da aorta abdominal: conheça essa doença silenciosa

Embora pouco conhecido pela população, o aneurisma da aorta abdominal (AAA) é o tipo de aneurisma mais comum e geralmente se desenvolve sem manifestar sintomas, podendo ser fatal. A patologia é definida como uma dilatação – semelhante a um balão – da aorta torácica e/ou abdominal.



Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, a principal causa do aneurisma da aorta abdominal é a degeneração do vaso sanguíneo, que é provocada na maior parte dos casos pela doença aterosclerótica. No entanto, outras condições também podem estar relacionadas ao desenvolvimento do AAA, como infecções, artrite, traumas, doença do tecido conjuntivo e necrose cística do vaso.


Fatores de risco do aneurisma da aorta abdominal

  • Idade acima de 50 anos

  • Gênero masculino

  • Tabagismo

  • Histórico familiar

  • Aterosclerose

  • Doença arterial coronariana

  • Doença cerebrovascular

  • Hipertensão

  • Hipercolesterolemia

  • Diabetes

Apesar do AAA ser assintomático em quase todos os casos, algumas pessoas podem sentir dor abdominal atípica, dor nas costas e pulsação abdominal. Quanto maior for a dilatação, maiores os riscos de ruptura do vaso. O crescimento de um aneurisma de 0,5 cm em 6 meses e um fator importante de risco para rotura, podendo levar à morte. Por esse motivo, o diagnóstico é fundamental.

Como diagnosticar


O diagnóstico do AAA é feito por meio de avaliações clínicas e exames de imagem do abdômen, como ultrassom, ressonância magnética e tomografia computadorizada. Caracteriza-se aneurisma da aorta abdominal se a dilatação do vaso for de 50% do diâmetro normal dessa estrutura ( aior que 3 centímetros).


Tratamento

O tratamento varia de acordo com a dilatação do vaso, no entanto, para todos os tipos de pacientes, a primeira recomendação é adotar um estilo de vida saudável, ou seja, manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos regulares, parar de fumar e realizar o controle rigoroso dos níveis de colesterol, hipertensão, diabetes e outros fatores de risco da aterosclerose.


Para indivíduos com aneurismas menores que 5,5 cm são indicados o monitoramento regular do vaso por meio de exames de imagens a cada 6 meses. Já entre aqueles que apresentam aneurismas maiores que 5,5 cm recomenda-se a realização de tratamento cirúrgico (cirurgia aberta ou tratamento endovascular para correção de aneurisma).


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